- O que você tem hoje? Está tão amuada minha menina...
- Nada não mãe. Acordei assim hoje, a senhora sabe como eu sou.
[Sorri amarelo, desvia o olhar. A mascara. Afinal (sem final) ela sabe que encarar a realidade com olhos atentos, dói mais.]
- Alguém tem te deixado triste, é isso?
- Ninguém mãe, coisa da sua cabeça.
[Afastar-se dali era tudo que precisava. Uma válvula de escape.]
Como fugitiva, sempre assim aos trancos, procrastinando quaisquer que fosse a palavra concreta, o “admitir”, porque quando “nada e ninguém” estão numa mesma conversa, no meio de algumas frases, e junto disso se vê um rosto triste, um corpo magro e alguém sobrevivendo durante muitos dias, e vivendo somente alguns. É porque nada e ninguém significam TUDO e ALGUÉM.
Abrace-a!
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